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sexta-feira, 12 de outubro de 2012


Especial: Como os games mexeram com a infância

Hoje não é só mais um dia comum ou um final de semana estendido. Agora que você já está “crescidinho” isso nem faz tanta diferença assim, mas aposto que há uns 10 anos atrás você estava marcando no calendário essa data especial, o dia das crianças. Divirta-se com as histórias da equipe GameBlast e lembre daquele momento que você viu um videogame pela primeira vez. Ah, e deixe sua contribuição nos comentários.

Hardcore desde criancinha

Com certeza eu posso me considerar um privilegiado nessa vida de gamer. Comecei com o Atari aos 4 ou 5 anos, nem lembro direito. Mas prefiro falar de um dos consoles que mais me marcaram, que foi responsável por alguns dos meus melhores momentos jogando videogame: o Phantom System, um console da Gradiente que nada mais era do que uma versão do Nintendinho. Pode parecer loucura hoje em dia, mas no final dos anos 80 e começo dos 90 era raro encontrar alguém que tivesse um Nintendo de verdade, a galera toda possuía esses genéricos que eram vendidos tranquilamente nas grandes lojas. Jogos piratas nem recebiam essa denominação e eram comuns cartuchos que possuíam vários jogos dentro deles.
Talvez o Phantom seja o responsável pelo meu lado gamer hardcore, afinal, aquela era uma época em que os jogos eram curtos então eram feitos pra te desafiar. A maioria deles não possuía save interno nem passwords, muito menos os saves automáticos que estamos acostumados hoje. Meu console veio com um cartucho dos Caça-Fantasmas que era praticamente impossível de ser terminado. Meu pai e eu tentávamos terminar aquele game a todo custo e até hoje nada. Outra boa lembrança dessa época era meus primos eu numa maratona para terminar o primeiro Mega Man, que vinha no meu cartucho de 16 jogos, ainda com o nome de Rockman. Não tinha password nem saves, então não podíamos parar nem para almoçar.
Foi no Phantom também que conheci clássicos que estão aí até hoje, como Ninja Gaiden, Contra e Castlevania, três dos jogos mais difíceis que eu possuía. Aliás, Ninja Gaiden acabei conhecendo por acaso. Eu queria a fita das Tartarugas Ninja e meu pai se encarregou de comprar, mas ele não é muito ligado em videogames. Deve ter pedido um ninja qualquer coisa pro vendedor e chegou em casa com Ninja Gaiden. Como naquela época não existia internet e eu nem tinha grana para revistas de games, nunca tinha visto o jogo das Tartarugas. Isso, somado com a inocência de uma criança, acabei achando que aquele era o jogo certo. Foi a minha mãe que insistiu que aquilo tava errado e se encarregou de me levar para comprar o jogo certo. Resultado: acabei ficando com dois jogos sensacionais.
Mas sem dúvida, o que mais dá saudade dessa época era de reunir todos os amigos para passar horas jogando videogame, na tentativa (muitas vezes frustrada) de chegar até o final do jogo. Eram tempos em que raramente se terminava um game, o mais importante era ver quem chegava mais longe. Tanto que quando finalmente zeramos Tartarugas Ninja, eu e meus amigos começamos a nos abraçar e a gritar, como se o Flamengo tivesse sido campeão do mundo. Saudade de ter 7 anos de idade e passar as tardes jogando meu Phantom System.
Felipe Storino – Redator do PlayStation Blast

Fazendo amizades

O meu primeiro videogame foi o Master System 3, e com ele tive muitos momentos nostálgicos. Ir à locadora de games localizada perto da minha casa nos fins de semana era quase que um ritual. Lá, encontrava listas de games disponíveis com os quais iria passar horas a fio em frente à TV, por isso cada escolha era muito importante. Carmem Sandiego, Jogos de Verão e Road Rash estavam entre os que eu mais alugava, sem contar os jogos da franquia Sonic, que sempre me fizeram  brilhar os olhos. Também foi um momento muito especial quando recebi os tão esperados jornaizinhos da SEGA, com dicas de jogos, lançamentos, seção de cartas, desenhos, enfim, uma maravilha!
Na minha rua, costumávamos nos reunir na frente de uma casa abastecida por SNES e bastantes jogos. Era incrível a social que se formava ali. Torcidas por Fatalities em Mortal Kombat 2, disputas de Street Fighter 2 Turbo, missões em Power Ranger, X-Man, olhares em torno de belos jogos como Donkey Kong Country, Toy Story, O Rei Leão… Todo dia era dia de jogar ou mesmo dar uma passadinha, até mesmo em vésperas de Natal!
Jaime Ninice – Diretor de Revisão, Diretor de Eventos, Revisor e Redator do Nintendo Blast

Na minha época

Uma das maiores influências dos videogames na minha infância foi a de “combinar coisas”,explorar e examinar ambientes e objetos e pensar rápido para resolver problemas. Naquela época (discurso de “velhos” cheios de clichê mode on), não tínhamos acesso fácil a detonados e coisas do tipo. Só eu sei o quanto andei naquela Floresta das Ilusões crente de que tinha uma fase ali naquele espaço redondo vazio. Ou então aquele puzzle do piano em Silent Hill… nossa, foram meses dedicados aquele jogo pra ainda ter o “final bad”. Mas esses tipos de desafios sempre me deixaram muito animados, era muito legal chegar na escola se gabando por ter finalizado um game dificílimo!
Os meus primeiros consoles foram o SNES e PS1, os quais eu passava tardes e tardes jogando games alugados e fazendo meus pais pagarem taxas de atraso na devolução. Eu adorava aquele puzzle da amostra de água em Resident Evil 3! Fazia e refazia por diversão várias vezes! Adorava jogar um frasco Erlenmeyer tirado da terra no chão e ver nascer uma porta no cenário. Enfrentar um boss lá na lua em Super Mario World 2: Yoshi’s Island foi pra vomitar arco-íris! Passar horas e horas com vários CDs de música em volta ao PS1 tentando criar um monstro diferente em Monster Rancher era quase um hobby! O suco gástrico dos Yoshi’s em Super Mario Sunshine quase me fizeram acreditar que eles eram uma espécie de Pokémon. Poltergust 3000; Professor E. Gadd; F.L.U.D.D; Poções… toda essa física, biologia e química me influenciaram a escolher minha profissão atual. Eu falava pra todo mundo que queria ser cientista e hoje sou Químico e tudo isso graças a minha infância gamer!
Ramon Oliveira de Souza - Revisor do X Box Blast

Aprendendo inglês

Aos 4 anos, quando ganhei um NES – meu primeiro videogame – meus pais não tinham
ideia de como um aparelho eletrônico ia mudar drasticamente a minha vida no decorrer dos anos. Jogar videogames, seja em console ou computadores, sempre foi uma das principais forma de distração e entretenimento para meus irmãos e para mim, e hoje eu consigo enxergar diversas influências positivas que eles exerceram em minha vida. Influências que variam de um melhor domínio da língua inglesa, melhor capacidade de raciocínio e concentração e se estende até área que são menos óbvias como uma enorme criatividade, uma visão diferenciada de alguns assuntos e uma melhor capacidade de apreciar arte.

Hoje não sou mais criança, mas minha mente ainda sonha com os mundos fantásticos que os videogames me levaram. Ainda sonho com os amigos reais e fictícios que fiz nesses mundo e ainda me sinto descobrindo novos lugares cada vez que ligo meu videogame.
Luiz Fellipe Mariano – Redator e Newsposter do X Box Blast

9999 in 1

É difícil lembrar quando os videogames entraram na minha vida, mas lembro de um momento marcante que considero o marco inicial dessa paixão que nasceu na infância e que dura até hoje. Era um dia comum, igual a todos os outros. O ano eu não lembro, mas eu ainda era um moleque do tipo que adorava brincar na rua. E foi numa dessas brincadeiras que fui convidado por um vizinho para conhecer o videogame dele. Juro que imaginava se tratar de um daqueles Brick Games, uma febre na minha rua, mas o negócio era um magnífico Super Nintendo. Fiquei estupefato com aquela maravilha tecnológica que estava rodando Super Mario World, e logo comecei a querer um para mim. Sonhava com Super Mario World, passava o dia pensando em Super Mario World, via Super Mario World em tudo quanto é lugar, brincava que era o Mario em Super Mario World, enfim, fiquei viciado e jogava todo dia na casa desse amigo. O mais interessante é que eu comecei a “criar” jogos nos meus cadernos do colégio, eu queria fazer o meu próprio Super Mario World. O Super Nintendo? Bem, acabei não ganhando um, mas esses dias foram muito marcantes na minha infância e acabaram abrindo meus olhos para um mundo magnífico e servindo de base para o que eu iria ser no futuro.
Jardeson Barbosa – Redator do Xbox Blast e do Nintendo Blast

“Consertando” videogames

Desde quando era bem pequeno os videogames estavam presentes na minha vida. As primeiras lembranças que eu tenho quando penso nisso eram quando eu ia para a casa dos meus primos mais velhos e ficava assistindo eles jogarem Street Fighter Alpha 2 e Mortal Kombat III no SNES. Como o mais novo sempre sofre, eu ficava sempre por último na ordem de quem jogava. E apesar de sempre perder para todos, ainda lembro dessas tardes como uma das partes mais felizes da minha infância. Ficava “viajando” durante as aulas, ao imaginar o que aconteciam dentro daquelas caixas estranhas. Viajava tanto que cheguei a estragar o NES de uma amigo ao abrí-lo. Afora a confusão que isso gerou, a vontade entender como os videogames funcionam afetou minha vida muito tempo depois, quando decidi cursar Engenharia Elétrica. Ainda não entendo completamente, mas pelo menos agora eu sei o que são os malditos Bit.
Matheus Zanetti – Redator e Diretor de Pautas do X Box Blast

A ovelha negra do bairro

Lembro do primeiro console que tive como se fosse ontem: um Mega Drive 3.Em tempos onde você era o mais “cool” da sua rua se possuísse um Super Nes, quem tivesse outro console que não fosse este, estaria cometendo uma heresia com direito a um lugar no submundo íngneo. Apesar de possuir primeiro um console da geração de 16-bits, o videogame que mais marcou até hoje foi o meu primeiro Nintendo 64 usado. Jogos como Super Mario 64, As Aventuras do Fusca e Pokémon Snap foram os primeiros jogos testados e amados por mim até o momento que conheci Zelda. Pronto!
Foi como se tivesse perdido minha virgindade!! Parecia um pinto no lixo, chegando a passar mais de 20 horas sem desgrudar do console. O amor pelo 64 foi tanto que, mesmo hoje, possuindo consoles da atual geração, não resisti e comprei novamente um 64 para lembrar os velhos tempos onde minha maior preocupação era pegar todos os pedaços de coração, espadas, máscaras, potes, flechas, escudos, segredos, estrelas, fotos de pokémon, caixas secretas, carros, pistas, lutadores, armas, artefatos…
Sybas Paiva – Redator do PlayStation Blast e desinger da revista PlayStation Blast

PlayStation “quebrado”

É claro que os jogos marcaram a infância de cada um de nós de uma maneira específica, desde momentos emocionantes… até outros extremamente divertidos! Aí que entra a maior memória que tenho de minha infância com videogames. Já usava o computador desde os quatro anos, porém aos cinco ganhei de presente meu primeiro console: um PlayStation One (ainda naquele modelo “tijolão” cinza). Eis que para minha surpresa, o mesmo estava quebrado (será!?), pois o jogo que veio (sobre o filme “Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma” não rodava de jeito nenhum. Junto com meu pai (outro usuário de PC) fui à casa de um amigo que também possuía o mesmo console. Ao chegar lá tivemos uma surpresa espantosa (e ridícula): Era necessário “encaixar” o CD, não bastava simplesmente colocá-lo como em um computador. Eis que quando meu amigo fez essa operação eu e meu pai nos olhamos na maior “poker face” e voltamos rindo para casa de nós mesmos.
João Pedro Meirelles – redator do X Box Blast
Assim como nossa equipe, aposto que o leitor também tem várias lembranças da sua infância jogando videogames. Compartilhe-a conosco nos comentários.

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