Filmes do James Bond que deveriam estar em 007 Legends
Diamonds are Forever (1971)
O trauma com a péssima atuação de George Lazemby em On Her Majesty’s Secret Service (1969) fez com que Sean Connery fosse chamado novamente para interpretar Bond nos cinemas. Entretanto, a tentativa resultou no pior filme do ator. Nesta pérola da série, baseada no livro homônimo lançado em 1956, Bond deve se passar por um traficante de diamantes para conseguir destruir os planos de Blofeld, seu maior inimigo, que pretende construir um satélite com as pedras preciosas para então destruir o mundo. Ridículo, não é? Você ainda não viu nada! Entre os momentos marcantes que merecem ser jogados estão uma patética perseguição em um veículo espacial e outra, de carro, em que Bond foge de policiais a 15 km/h dentro de um estacionamento lotado em Las Vegas. Com certeza, essas cenas estão entre as perseguições mais comicamente ruins da história do cinema. Falando em Las Vegas, é lá que Bond conhece uma das bond girls mais côm
icas já criadas. A garota está em um cassino tentando se aproveitar dos jogadores mais sortudos. Com um senhor decote, a garota se apresenta como “Plenty”, e Bond, rapidamente responde, olhando fixamente para seu decote: “of course you are!“. Impagável!
Apesar de Blofeld ser o vilão do filme, quem se destaca (negativamente) neste papel são Mr. Wint e Mr. Kidd, um casal sem escrúpulos, com uma frieza e ironia nunca mais vistas em nenhum vilão da série. Chega a ser cômico o cinismo dos personagens quando eles matam (ou tentam matar) testemunhas chave para a investigação de Bond (ou defenestram a coitada da Plenty). A cena em que Bond mata os dois daria uma fase curta, porém hilária. Para os fãs de Bond, Diamonds é essencial para se aprender sobre a evolução da série, e o quão pioneira ela foi em diversas questões que podem ser consideradas atuais até os dias de hoje.
The Man with the Golden Gun (1974)
Uma das características mais interessantes da franquia é sua capacidade de se renovar a partir de histórias que acompanham o contexto histórico vivido na época. The Man with the Golden Gun é um dos grandes exemplos disso. Diante da crise do petróleo, Bond fica encarregado de acompanhar um cientista que está criando células que aproveitem a luz do sol para a geração de energia, de forma que o petróleo possa ser substituído. Entretanto, o cientista está na mira de muita gente, sendo um deles Franscisco Scaramanga, um assassino de aluguel que usa uma pistola de ouro (daí o motivo pelo qual todos os games da franquia possuem uma pistola de ouro entre os itens destraváveis).
O filme não só daria um bom game graças à brincadeira de gato e rato entre Bond e Scaramanga (interpretado por ninguém menos que Chistopher Lee) como também por toda sua importância na historia da série, já que diversoselementos clássicos da franquia estão neste filme, que é um dos mais conhecidos do agente. Além disso, The Man with the Golden Gun tem mais um ponto que merece total destaque. Que Christopher Lee que nada! O personagem que rouba toda a cena no longa é seu mordomo assassino, o anão Nick Nack. Nas palavras do meu amigo Thomas: “Um anão mordomo. Não fica muito melhor do que isso”. Apenas as cenas com o personagem já renderiam um game completo, tamanha a participação dele em momentos chave do filme. A batalha final com Scaramanga e Nick Nack daria em um puzzle muito mais complexo que os apresentados pela Nintendo nos Zeldas mais recentes.
For Your Eyes Only (1981)
Só por isso já seria legal ver o filme em 007 Legends, com uma pegada mais realista e stealth, valorizando a espionagem de verdade. Mas eu não vou mentir para vocês, se tem algo que realmente me faz querer ter esse filme no jogo é a belíssima trilha sonora de Bill Conti (aquele mesmo da série Rocky!), cujo trabalho chega ao auge no marcante tema
Octopussy (1983)
A View to a Kill (1985)
Ah, a era da informática! Quanta modernidade! E é claro, um vilão doente que deseja monopolizar todo o comércio mundial de chips destruindo o Vale do Silício. É James Bond na essência: absurdo, megalomaníaco e, o principal, extremamente divertido. Último filme interpretado por Roger Moore, o palhação da série, A View to a Kill mostra um Bond com 57 anos (uma das maiores críticas ao longa) e interpretações pífias do lado dos mocinhos. Porém, o que torna o filme um must-see (e must-play) são as brilhantes interpretações de Christopher Walken, como o vilão Zorin e Grace Jones, sua capanga, May Day e as situações inusitadas que Bond enfrenta para derrotá-los. Provavelmente, uma das cenas mais jogáveis do filme seria a batalha final contra Zorin, no topo da Golden Gate Bridge, em um dirigível usado pelo vilão para escapar.
As perseguições a May Day também resultariam em excelentes fases para o game, sem falar na fuga de uma mina prestes a explodir, em um dos momentos finais do filme. Já a fase que serviria de piada para o game seria o momento em que Bond investiga corridas de cavalos para chegar a Zorin, afinal, o agente já tinha quase sessenta anos, e seus métodos baseados em “matar primeiro, perguntar depois” já não eram mais tão eficientes, uma vez que o morto seria ele. Brincadeiras à parte, o filme é recheado de momentos jogáveis, e renderia fases divertidíssimas ao game, que poderia se tornar ainda melhor, se utilizasse a excelente trilha sonora da banda Duran Duran. Mais anos 80 impossível!
The Living Daylights (1987)
Timothy Dalton não é dos atores mais queridos que já atuaram como James Bond, mas também, pode se dizer que a sorte não estava ao seu favor. A Guerra Fria estava acabando, o que tornava as histórias do agente cada vez mais desinteressantes e difíceis de serem contadas. Além disso, Dalton enfrentou mais problemas: em primeiro lugar, o Bond que ele interpreta é menos mulherengo, já que o mundo estava em alerta graças à AIDS, que cada vez mais se tornava uma ameaça à saúde mundial. Isto fez com que vários torcessem o nariz, visto que uma das características mais marcantes do agente é justamente sua capacidade de conquistar todas as mulheres que cruzam o seu caminho, sendo várias delas, suas inimigas. Além disso, a MGM enfrentava uma crise financeira que impediu que o ator seguisse como Bond (inicialmente Dalton era o ator escalado para GoldenEye).
Entretanto, o ator é a representação mais fiel do Bond descrito por Ian Fleming, fato que, infelizmente, poucos puderam notar diante de tantos outros problemas. The Living Daylights é baseado em um conto homônimo de Fleming lançado em 1966 juntamente com Octopussy, e narra uma missão em que Bond deve proteger Koskov, um general soviético que deseja desertar de seu país. O filme é cheio de ação, com cenas de perseguição divertidíssimas, um pouso de paraquedas dentro de um iate em movimento e uma cena de luta em um avião em queda livre no meio de um deserto no Afeganistão (percebe-se claramente que a Naugthy Dog teve inspiração nessa cena para o clímax de Uncharted 3: Drake’s Deception). Para fechar com chave de ouro, a trilha sonora do filme é de qualidade ímpar, com arranjos maravilhosos de John Barry e um tema que mostra como é possível criar uma música que combina com a franquia, mesmo que não soe como as clássicas cantadas por Shirley Bassey (Goldfinger, Diamonds are Forever e Moonraker) ou Lulu (The Man with the Golden Gun). Um excelente trabalho da banda norueguesa A-ha, de causar inveja a outros que fracassaram maestralmente em suas tentativas (Jack White, Alicia Keys e Madonna, estou olhando para vocês, com sangue nos olhos).
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