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sábado, 27 de outubro de 2012


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HISTÓRIA

Antes de falhar nos consoles, a Sega falhou nos portáteis

POR -  23 FEV, 2012 - 08:00
Conhece o brinquedinho aí em cima? O nome dele é Game Gear, e ele foi o primeiro portátil da Sega. Vamos lembrar de sua triste história de luta contra o Game Boy e entender por que ele deu errado.
 Dez anos depois as pessoas ainda choram pela morte do Dreamcast, o último console caseiro da Sega. Nós entendemos a tristeza, mas não vamos esquecer que esse não foi o único hardware da família Sonic que foi destruído por uma concorrência mais poderosa.
O primeiro a sofrer esse triste destino foi oGame Gear.
Quando a Nintendo lançou o Game Boy, em 1989, a arqui-rival Sega decidiu que precisava ter seu próprio portátil. Assim, em outubro de 1990, pouco mais de um ano depois de os primeiros Game Boy chegarem às prateleiras do Japão, a Sega lançou o Game Gear.
A pegada do portátil era boa. Essencialmente, ele tentava vencer a Nintendo em algumas áreas-chave. Enquanto o Game Boy não tinha cor, o Game Gear podia exibir 32 delas na tela a qualquer momento. Enquanto o Game Boy apresentava-se como um brinquedo de criança, o Game Gear tinha um projeto mais maduro e elegante (para a época). A Sega até se deu ao trabalho de incluir acessórios extravagantes como um sintonizador de TV (foto acima).
Infelizmente, essas foram ideias terríveis.
Em vez de tentar ser maior e melhor em tudo, a Sega deveria ter focado no que hoje sabemos serem os elementos fundamentais de um portátil de sucesso. Coisas como qualidade de fabricação, a vida útil da bateria e muitos jogos. O Game Gear sobrevivia apenas quatro horas com seis pilhas AA, tornando a sua manutenção diária muito cara e trabalhosa (o Game Boy aguentava mais de 10 horas com quatro pilhas do mesmo tipo). Os primeiros modelos do Game Gear tinham uma péssima qualidade de fabricação e, apesar de a Sega ter lançado uma boa quantidade grande jogos para o portátil, poucas produtoras seguiram o exemplo.
O maior problema, porém, era o seu custo. No lançamento, ele custava quase o dobro do preço de um Game Boy. Tela colorida ou não, essa diferença de preço dificultou muito as coisas para o portátil da Sega.
O Game Boy original vendeu quase 120 milhões de unidades, assim como todos os seus sucessores até o Game Boy Advance. O Game Gear, por outro lado, vendeu pouco mais de 11 milhões de unidades.
Mas ele não foi exatamente um fracasso. Afinal, apesar de não ter vencido o Game Boy, ele foi o portátil não-Nintendo mais bem sucedido até o lançamento do PSP. O Game Gear também sobreviveu no mercado por muito tempo: a Sega só parou de fabricá-lo em 1997 (dois anos após o fracassado Mega Drive portátil, chamado Nomad, ser lançado).
Se você gostaria de experimentar alguns jogos do Game Gear, eles estarão disponíveis no Virtual Console do 3DS no próximo mês. Ah, a triste ironia

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