Top 10: As maiores pisadas de bola da Nintendo
A Nintendo já errou muito, e continua errando. Neste final de semana, eu, Gabriel Vlatkovic e meu grande amigo e parceiro de redação, Thomas Schulze (cujos textos serão exibidos como citação), vamos viajar pelo tempo e identificar as maiores pisadas de bola e os maiores acertos da empresa. No Top de hoje, trataremos dos grandes erros cometidos pela empresa em sua trajetória e, amanhã, finalizaremos com as sacadas mais geniais da companhia que tanto amamos.
10. Acessórios que deveriam estar no pacote.
9. Reciclagem de franquias
8. Friend Codes
7. Mother e outros jogos não localizados
"A série Mother na lista de maiores mancadas da Nintendo?!" você deve ter se perguntado, tapando seu próprio rosto com nojo e amaldiçoando as três últimas gerações da família do pobre redator que vos escreve. Mas não delete o site Nintendo Blast dos seus favoritos ainda, deixe-me explicar! A mancada aqui é justamente a Nintendo não ter trazido todos os capítulos da série para o ocidente! Nós, pobres americanos, tivemos que nos contentar somente com EarthBound para Super Nintendo, fruto de um exemplar trabalho de localização de Mother 2. Enquanto isso, Mother (NES) e Mother 3 (GBA) seguem restritos ao público oriental. Se pelo menos Mother fosse um caso isolado na história da Nintendo, poderíamos tolerar o deslize. Mas quando notamos que jogos como Fatal Frame e Pandora’s Tower nunca deram as caras por aqui, e que Disaster Day of Crisis ficou restrito à Europa, é o momento de questionar seriamente a política de localização da Nintendo. Ou as travas de região. Ou os dois!
6. Trava de região
5. Abandonar a parceria da Sony
Tudo bem, eu sei que você ficou levemente incomodado só de ler o nome Sony aqui na página, mas sabia que a Nintendo já esteve muito, muito perto de ser uma grande parceira da empresa-que-não-deve-ser-nomeada? Pois é! Nos tempos do Super Nintendo, a Big N planejava lançar o SNES-CD, um periférico que seria acoplado ao Super Nintendo e o permitiria rodar CDs. Algo bem similar ao que a SEGA acabou fazendo no SEGA CD. Mas se o SEGA CD foi um desastre, por que abandonar o SNES-CD é uma mancada da Nintendo? Ora bolas, porque quem estava desenvolvendo o sistema era ninguém menos que a dona Sony! Em 1988 a Nintendo e a Sony assinaram um acordo de parceria para a elaboração do periférico. Após alguns anos de desenvolvimento, a Sony apresentou ao mundo o Play Station (sim, escrito separado mesmo!), um sistema compatível com CDs e, pasme, cartuchos de Super Nintendo. Mas as empresas acabaram discordando sobre alguns detalhes legais e a parceria foi para o brejo. O que, como todos sabemos, custou a liderança do mercado nas gerações seguintes e alguns bilhões de dólares. Ouch.
4. O caso Rare
3. Virtual Boy
Vamos lá, se você não tinha certeza que o Virtual Boy marcaria presença nessa lista, é hora de voltar pra escola nintendística e estudar um pouco sobre um dos períodos mais negros da empresa! No papel, o Virtual Boy era uma daquelas ideias que tinham tudo para dar certo. O mundo inteiro amava o Game Boy, a jogatina portátil estava mais popular do que nunca, a realidade virtual era uma premissa absurdamente tentadora e o responsável pelo projeto era o lendário Gunpei Yokoi. Então como os óculos futuristas portátil poderiam dar errado? Bem, falhando em absolutamente todas as áreas imagináveis. Para começar, o sistema não era portátil. Precisava ser apoiado num suporte absurdamente incômodo. Some a isso as dores de cabeça que qualquer ser humano normalmente sentia quando jogava o videogame por mais de meia hora. Complete o pacote com uma biblioteca de jogos que contou com míseros vinte e dois títulos e pronto: essa é a receita para um dos maiores fiascos da história.
2. Insistência com cartuchos
Admito que escrevo sobre este item com um pouco de pesar. Afinal, os cartuchos sempre terão um lugar muito especial no meu coração e me deram algumas das melhores memórias da minha vida com títulos como Super Mario Bros. 3 e The Legend of Zelda: Ocarina of Time. A grande mancada aqui é a quantidade de dinheiro, parceiros e jogadores que a Big N perdeu ao insistir em adotar o cartucho como modo de distribuição dos seus jogos no Nintendo 64 quando todos os consoles concorrentes da época já abraçavam os CDs como mídia para produção de jogos. Graças a sua capacidade de armazenamento muito maior que a dos cartuchos e uma maior rapidez no acesso aos dados, os jogos em CD podiam entregar embasbacantes sequências de vídeo, trilha sonora de maior qualidade e uma infinidade de novos recursos. Graças ao seu conservadorismo, a Nintendo amargou uma geração inteira assistindo passivamente algumas de suas third parties mais tradicionais migrarem para a concorrência em busca das conveniências dos CDs.
1. Nintendo Wii
Ah, o Wii… Tudo começou de forma muito inocente e divertida. Jogadores de todo o mundo riam e davam as mãos criando Miis e jogando Wii Sports em pura catarse. A novidade era legal demais e por um bom tempo foi simplesmente impossível resistir aos encantos do console. Mas o tempo passou, a poeira baixou, e logo o sistema revelou sua verdadeira face: um hardware limitadíssimo incapaz de fazer frente aos concorrentes. Uma biblioteca que parecia se resumir a um mar de jogos de coletâneas de minigames mal acabados que não passavam de caça-níqueis que acabaram lançando o “gênero” shovelware. Raríssimos foram jogos para o público hardcore, que foi praticamente banido do universo da Big N. Para cada Super Mario Galaxy, tínhamos trinta Petz Sports! A ideia dos controles de movimento acabou rapidamente se resumindo ao waggle, um eterno balançar do punho que cansava demais o corpo. Cada vez mais third parties davam adeus a um console incapaz de rodar jogos visualmente complexos. E, quando as thirds lançavam jogos da concorrência, normalmente eram ports medíocres e mal acabados. Até a mente genial de Miyamoto, que nos trouxe tantas alegrias no passado, passou a entregar jogos questionáveis como Wii Music. O Wii abalou profundamente a imagem Nintendo com uma parcela considerável do público, e o Wii U vai ter um trabalho enorme para reconquistá-lo. Ame ou odeie o console, a verdade é que o Wii é uma bela síntese de tudo que a Nintendo fez de errado em sua história nos videogames. Praticamente todas as mancadas listadas nos itens anteriores se refletem de algum modo na filosofia do Wii. Mas será mesmo que é justo massacrar o console e focar somente em seus defeitos? Não deixe de opinar nos comentários, mas, mais importante, não deixe de ler amanhã a segunda parte do nosso top 10 (ou seria top 20?) com os dez maiores acertos da história da Big N!
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