Análise: Pokémon Conquest (DS)
Samurais, guerras nipônicas e monstros de bolso
A outra franquia dispensa qualquer apresentação. Pokémon é a segunda série de games mais vendida da Nintendo, atrás apenas de Mario, e possui uma imensa variedade de produtos: mangás, animes, filmes, brinquedos, e até lojas e um parque temático.
A história se passa em Ransei, um continente composto por 17 reinos. Uma lenda antiga diz que o pokémon criador de tudo se revelará ao homem que capturar todos estes reinos. Sua missão é impedir que o ambicioso Nobunaga liberte e controle essa invencível criatura. Para impedi-lo, inicialmente, você terá apenas um Eevee do(a) protagonsita e o Jigglypuff de Oichi.
Temos que pegar!
Se Pokémon Conquest tivesse um lema seria: “Temos que pegar... os castelos”. Esqueça as batalhas contra líderes de ginásio, Team Magma, Equipe Rocket, levels ou Evs - aqui nada disso existe. O objetivo é invadir reinos vizinhos e conquistá-los. Parece simples, mas o game exige estratégia e cautela. É algo parecido com Tatics Ogre ou Fire Emblem, onde as tropas se movem como se fossem peças em um tabuleiro de xadrez.O jogo é totalmente ambientado na jogabilidade de Nobunaga Ambition’s, mas com os pokémon no lugar dos exércitos. Portanto, quem não é fã dos monstrinhos terá bastante dificuldade para jogar o game. Por exemplo: qual pokémon usar para derrotar um tipo venenoso? É indispensável conhecer as forças, fraquezas e habilidades deles.
Entre uma ou outra incursão aos castelos rivais, o jogador deve coletar ouro (para comprar itens e pedras evolutivas), treinar para aprimorar a ligação (link) do
Capturando pokémon e treinadores
Conquiste e proteja-se, conquiste e proteja-se…
A missão principal leva cerca de 20 horas para ser completada. Ela não é muito difícil e serve para ambientar e empolgar os jogadores.Os gráficos são bem desenhados e os personagens são marcantes. Apesar disso, a Tecmo Koei repetiu a imagem de vários guerreiros, mudando apenas o nome e osstats deles. O design dos cenários é
Vale destacar também a “incrível” sorte dos adversários, principalmente nos cenários que envolvem eventos aleatórios, como portais ou ventanias. Tudo sempre conspira favorável ao seu inimigo. Portanto, é preciso selecionar com cautela o time que vai enfrentar o adversário. Numa fase ampla, um pokémon com baixa movimentação (range) pode ser uma péssima escolha.
A parte sonora cumpre bem seu papel sem comprometer, apesar de repetitiva e pouco variada. Como não há diálogo falado, o som tem uma função apenas cosmética no game. Depois de algum tempo, você provavelmente nem vai notá-lo.
Ambição pokemaníaca de Nobunaga
Pokémon Conquest é um jogo divertido, porém mal explorado. A história é clichê, mas a ótima jogabilidade, aliada ao carisma de Pokémon, mantém o jogador entretido, principalmente na missão inicial. Tinha potencial para ter um fator replay altíssimo (32 missões extras, pokémon e guerreiros para desbloquear), mas caiu na monotonia da repetição.Há games em que a simplicidade é um ponto positivo, o que não ocorre nesse caso. Depois de completar a missão principal, pouca gente terá coragem de finalizar o restante do game – ou pelo menos não fará isso com tanto ânimo quanto no começo da aventura. É um estilo diferente e que nem todo mundo gosta, mas que diverte os fãs de estratégia de uma forma descompromissada. Mesmo assim, Pokémon Conquest desponta como um dos melhores spin-offs dos monstrinhos de bolso. Se você for tão ambicioso quanto Nobunaga, com certeza vai invadir a loja de games mais próxima e comprá-lo.
Prós
- Ótima jogabilidade, com pokémon no lugar de exércitos
- Muito conteúdo para desbloquear
- Dificuldade de vários níveis
Contras
- Missões parecidas
- Cenários e personagens repetitivos
- O mesmo continente
- Multiplayer local apenas
Pokémon Conquest – Nintendo DS – Nota final: 8.5Gráficos: 8.0 | Som: 7.0 | Jogabilidade: 9.5 | Diversão: 8.5
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