Final Fantasy: 25 anos de fantasia e sucesso
Vários universos... dentro de um só!
Ser um guerreiro rebelde e lutar pelo seu povo; encontrar em uma masmorra um lendário Bahamut, matá-lo e depois poder invocá-lo; ficar horas e horas desbravando à pé os continentes montado em uma espécie de galinha gigante amarela. Tudo isso dentro de enredos épicos.
Final Fantasy realmente faz juz à sigla “RPG” (que significa Role Playing Game ou Jogo de Interpretação de Papéis, em sentido literal), pois o jogador sente-se incorporado nos personagens das tramas e em suas respectivas histórias e acontecimentos. E mesmo com a maioria dos jogos apresentando um aspecto linear, é possível ter uma liberdade muito grande, especialmente nas versões da série principal.
Nintendo, Sony, Microsoft, PC... o que importa é a arte!
Com mais de 30 títulos lançados, os jogos da série Final Fantasy se distribuem por diversos consoles, sendo que os primeiros surgiram no clássico NES (Nintendo Entertainment System).E agora, vamos falar um pouco sobre cada um deles, para que logo em seguida você escolha um para jogar em seu console.
Final Fantasy
Com exceção dos remakes criados para esse título, a primeira versão é considerada extremamente difícil, principalmente para os padrões atuais. Difícil ou não, o jogo ainda é um prato cheio para fãs de RPGs.
Final Fantasy II
Nesse, você não podia escolher as classes, já que eram personagens pré-definidos de acordo com a história. Mas mesmo assim, cada um tinha seus atributos que os faziam se destacar entre si.
Apesar dos problemas, FFII deu início a alguns outros traços característicos da série, como a introdução dos Chocobos e do personagem lendário Cid.
Final Fantasy III
A história do jogo também envolvia os Cristais Sagrados, e seus heróis em busca deles para salvar o mundo. Aqui a história era bastante profunda, o que a diferenciava do primeiro jogo.
Final Fantasy IV
O jogo conta a história de Cecil Harvey, um Dark Knight renegado em busca de vingança contra seu reino. Apesar da história de fundo ser simples, com o passar do tempo o jogo adquire uma trama mais complexa, com diversos acontecimentos que fazem com que a vingança contra o reino se torne algo não tão importante.
Final Fantasy V
A história fala sobre Bartz, e sua investigação sobre a queda de um meteorito, onde ele e outros personagens principais descobrem coisas referentes aos Cristais Sagrados e ao próprio fim do mundo.
Final Fantasy VI
Final Fantasy VII
Isso devido ao fato de que a Square não era a favor da adoção de cartuchos para o Nintendo 64, e também era contra diversas restrições impostas pela Nintendo. Uma pena para os nintendistas, que tiveram que se contentar com pouquíssimos títulos de RPGs para o console (lembrando que Quest 64 não conta, por ter sido muito ruim, e que Zelda... bom, ainda não sabemos se Zelda é um RPG, certo?).
Final Fantasy VII também introduziu as cenas em CG (computer graphics) e introduziu um dos maiores vilões de videogame já criados: Sephiroth.
Final Fantasy VIII
Foi o primeiro FF a possuir um tema musical com voz, e a sua trilha sonora é considerada por muitos como a melhor de toda a série. O jogo possuía alguns traços controversos, como a abolição do MP (magic points), dos baús com itens, e da seleção de armas, sendo que os personagens ficavam com os mesmos armamentos do início ao fim do jogo, apenas realizando upgrades.
Final Fantasy IX
O sistema de batalhas também se tornou mais simplificado, agora com o retorno dos quatro personagens principais. A trilha sonora do jogo foi inteiramente composta pelo lendário Nobuo Uematsu, sendo que ele trabalhou em mais de 130 faixas.
Final Fantasy X
Entretanto, apesar de muita gente gostar desse jogo, outros simplesmente o abominam, principalmente pelo excesso de cenas, a ausência de níveis e a falta de um mapa do mundo, o que tornou o jogo bastante linear.
Final Fantasy X obteve uma sequência, FFX-2, em que é contada a história sequencial da personagem Yuna, antigamente uma invocadora, e que agora se tornaria uma caçadora de recompensas.
Final Fantasy XI (Final Fantasy XI Online)
Com mensalidade de US$12,95, o jogo ainda possui um vasto quadro de jogadores pelo mundo inteiro, e conta com quatro expansões: Rise of the Zilart, Chains of Promathia, Treasures of Aht Urhgan e Wings of the Godess, além de uma nova expansão que foi anunciada recentemente: Seekers of Adoulin.
Final Fantasy XII
Possui também um sistema de batalhas diferenciado, saindo do estilo ATB (Active Time Battle, o mesmo das edições anteriores) e introduzindo o sistema ADB (Active Dimension Battle), onde os monstros ficam livres e visíveis, e as batalhas são totalmente realizadas em tempo real. Esse é de longe um dos melhores Final Fantasy já produzidos.
Recebeu uma continuação para Nintendo DS, chamada de Revenant Wings, que conta acontecimentos após o personagem Vaan ter se tornado um Sky Pirate.
O game possui gráficos bidimensionais, e o mesmo estilo de seu antecessor, só que agora com visão do topo, o que tornava mais propício o uso das funções de tela do DS.
Final Fantasy XIII
Foi muito criticado pela sua tamanha linearidade, o que fazia com que o jogo não parecesse tanto com um RPG.
No ano passado, recebeu sua continuação para os mesmos consoles, Final Fantasy XIII-2, em que os maiores problemas do antecessor foram resolvidos, e o jogo deixara de se tornar totalmente linear.
Final Fantasy XIV (Final Fantasy XIV Online)
Entretanto, apesar de o jogo possuir gráficos espetaculares, a decepção foi grande devido à quantidade de erros e bugs encontrados no jogo. A impressão que ficou com seu lançamento é que o game não estava acabado. Isso de certa forma manchou o nome da Square Enix, que agora busca novas soluções para esse fiasco.
Spin-offs
Final Fantasy possui diversas vertentes que tornou a série ainda mais difundida mundialmente.Possui a série de luta Dissidia e Crysis Core, para o PSP, diversos títulos para Game Boy como a série Adventure, que futuramente se tornou a conhecida Secret of Mana, totalmente independente do nome Final Fantasy, entre outros. Agora vamos falar das duas principais, que estão presentes em consoles Nintendo.
A série Final Fantasy Tactics
Em 2003 foi criado e lançado para o Game Boy Advance o famoso Final Fantasy: Tactics Advance, que expandiu diversos elementos do primeiro FF Tactics, como a adição de raças, regras, e a criação do universo de Ivalice (o mesmo de Final Fantasy XII).
A série Crystal Chronicles
Totalmente diferentes dos outros jogos, a série Crystal Chronicles não se encaixa muito bem com o título de RPG, sendo os jogos muito mais focados na ação.
Mas ainda assim tinha batalhas com muita ação (sem ser por turnos) e estratégias que realmente focavam o trabalho em grupo.
Diferente do anterior, Ring of Fates possui uma história de fundo bem elaborada, e necessária para o andamento da aventura, o que tornou o single player muito mais atrativo também.
Lançado em 2009 para Wii, o título Crystal Bearers agradou a muitos jogadores por ser um jogo de ação bastante divertido e agradável. Possui ótimos gráficos e uma boa história, além de uma mecânica bastante interessante, aproveitando os controles de movimentos do Wii. Entretanto, o título decepcionou um pouco boa parte dos fãs, que esperavam um título de RPG para Wii, e não mais um Final Fantasy de ação.
No ano de 2008, foi criado a versão My Life as a King, para Wii. O jogo é ambientado no mesmo universo de ação da série Chronicles, só que dessa vez a premissa é a construção de cidades à la Sim City, utilizando os recursos do controle de movimentos do console.
O game recebeu uma sequência no ano de 2009, através do serviço WiiWare, chamada de My Life as a Darklord, onde você controla a filha de um Darklord, e deve proteger seu castelo dos ataques de heróis. O jogo é divertido, e possui um estilo tower defense.
Totalmente diferentes dos outros games da série, Crystal Chronicles não se encaixa muito bem com o título de RPG, sendo que seus jogos são muito mais focados na ação.
Mais do que um jogo, uma cultura
No Japão, da mesma forma que Dragon Quest e Pokémon, FF é tão bem aceito pelo público que possui até mesmo lojas especializadas em artigos da série, como action-fugures e artbooks.
Ao longo desses 25 anos, Final Fantasy desempenhou um papel muito importante nos títulos de RPG, mas, principalmente, representou uma das séries de maior criatividade em anos. E aí, já vai jogar algum Final Fantasy?
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